Remédio para emagrecer | Sera que vale a pena?

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Eles prometem acelerar a queima de gordura, diminuir o apetite e, consequentemente, favorecer o emagrecimento. Tudo isso em pouco tempo. Os emagrecedores parecem maravilhosos e uma verdadeira tentação, principalmente quando as dietas e os exercícios físicos não estão resolvendo o problema do peso extra. Mas, apesar do enorme desejo de perder aqueles quilinhos indesejados, é preciso muita cautela ao optar por qualquer remédio para emagrecer.

tomar remédio para emagrecerRecentemente, uma pesquisa realizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) apontou o Brasil como o maior consumidor mundial de remédio para emagrecer. Para se ter uma ideia, o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos consomem, juntos, 78% dos emagrecedores, entre os quais estão as anfetaminas e seus compostos derivados, como anfepramona e femproporex.

Visando evitar o crescimento desenfreado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabeleceu regras rígidas para a comercialização e consumo de remédios para emagrecimento. A quantidade passou a ser limitada à receita e a dose de cada substância também diminuiu. O intuito é minimizar o consumo das anfetaminas no Brasil.

Mas qual é a verdade sobre estes medicamentos? Quais os benefícios e que problemas podem trazer para a nossa saúde?

Conheça os emagrecedores

São três os principais grupos de remédios para emagrecer: os anorexígenos, os sacietógenos e os inibidores de absorção de gorduras.

O primeiro grupo é formado pelos anorexígenos ou catecolaminérgicos, os famosos inibidores de apetite. Eles atuam no centro da fome, liberam noradrenalina e tiram o apetite, fazendo com que as pessoas que os consomem cheguem a pular refeições e passar longas horas sem comer.

Esses remédios têm, em sua composição, uma substância conhecida como anfetamina, são exemplos deles a anfepramona, o femproporex (Desobesi-M) e o mazindol. Eles podem ser encontrados em farmácias e possuem tarja preta, portanto, só podem ser manipulados e comprados com prescrição médica.

Esse é o grupo de remédio para emagrecer que mais pode apresentar efeitos colaterais, por isso, especialistas utilizam esses medicamentos apenas quando os emagrecedores dos outros grupos não obtiveram sucesso.

O segundo grupo é dos sacietógenos, medicamentos que agem no estímulo da sensação de saciedade. Eles, ao invés de liberarem noradrenalina, trabalham com a serotonina, componente que atua na parte emocional. Além de funcionar como antidepressivo, diminui a compulsão, vontade de beliscar, comer doces e carboidratos. Nesse caso, o indivíduo sente fome, mas uma porção menor de alimentos o satisfaz, parando de comer mais rapidamente.

A sibutramina é a medicação mais conhecida do grupo e conta com o aumento do gasto energético com ação secundária para o emagrecimento.

Por último, o terceiro grupo é dos inibidores da absorção de gordura, representado pelo Orlistat e pelo Cetilistate. Esses medicamentos não inibem o apetite, já que não atuam diretamente no cérebro ou no sistema nervoso. Na verdade, eles somente impedem que o organismo absorva parte da a gordura que foi consumida, eliminando-a por meio das fezes.

Em relação aos efeitos colaterais, eles costumam ser os mesmos para todos os grupos desses remédios para emagrecer.

Quando usar remédio para emagrecer

O consumo de medicação para emagrecer pode ser vantajoso nos casos de obesidade severa ou mórbida, quando o excesso de peso pode acarretar mais riscos à saúde do paciente do que a própria medicação.

Pessoas com esse quadro clínico estão mais sujeitos a ter problemas cardíacos e uma série de outros problemas de saúde que podem causar danos irreversíveis e, por isso, necessitam emagrecer rapidamente.

O consumo de remédio para emagrecer passa a ser uma recomendação médica para pessoas com IMC maior que 30, e para pacientes com histórico de pressão alta, diabetes ou colesterol com IMC acima de 26.

As contraindicações dos remédios para emagrecer

Sem dúvida, existe uma lista de desvantagem maior do que uma de vantagens. Os medicamentos citados, e outros que também são comercializados com o mesmo intuito, têm efeitos emagrecedores eficazes. Entretanto, existem alguns efeitos colaterais que não são benéficos à saúde.

A maioria deles age diretamente no cérebro, e entre outros problemas, causam dependência física e psicológica. Isso significa que o organismo passa a necessitar dessa substância em doses constantemente maiores. Normalmente eles também podem causar os seguintes efeitos colaterais:

  • Alterações de humor
  • Hipertensão
  • Euforia
  • Sensação de boca seca
  • Insônia
  • Dor de cabeça
  • Falta de ar
  • Taquicardia
  • Depressão
  • Alterações metabólicas

E para completar, muitas pessoas sofrem com o efeito sanfona assim que param de tomar a medicação, recuperando os quilos perdidos e ganhando muitos outros.

Apesar de saber que a balança pode pesar mais para o lado dos malefícios para a saúde, muitas pessoas insistem em apostar nos emagrecedores para perder os quilinhos indesejados. Entretanto é importante saber que o remédio sozinho não faz milagres. O uso de remédio para emagrecer apenas vai facilita a perda de peso e sem uma mudança no estilo de vida, há chances reais de retomada do peso perdido.

Por isso, tenha em mente que o melhor remédio para emagrecer é adotar a prática de exercidos regulares e hábitos alimentares saudáveis.

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